As Geografias do passado: Um diálogo a partir de “O semeador e o ladrilhador” a propósito da questão da morfologia urbana

Talita dos Santos Linhares, Isabela Silva de Souza, Andréa Tinoco Alves

Resumo


Ao inserir-se no campo de investigação da Geografia Histórica, o presente trabalho defende a possibilidade de se fazer uma geografia do passado. Para tanto, toma por base a análise da morfologia urbana da cidade colonial e a discussão presente nos círculos especializados a respeito das diferenças estabelecidas por Sérgio Buarque de Holanda entre a cidade de colonização espanhola e aquela de colonização portuguesa. Por meio da conhecida metáfora do “semeador” e do “ladrilhador”, o autor de “Raízes do Brasil” demarcou a oposição entre o modelo português “espontâneo”, não organizado, e o espanhol, marcado pelo rigor no traçado urbano planejado das cidades (o chamado “tabuleiro de xadrez”). Nesse intento, uma breve análise sobre a morfologia urbana da cidade de São Fidélis, localizada no Estado do Rio de Janeiro, foi desenvolvida, procurando-se elementos que pudessem contribuir na compreensão do traçado regular do centro antigo da cidade. A metodologia empregada no presente trabalho foi basicamente a pesquisa bibliográfica, procurando-se estabelecer um diálogo entre autores com vistas a desenvolver o tema em questão. Um diálogo entre Sérgio Buarque de Holanda e outros autores sobre as cidades coloniais portuguesas e espanholas, foi desenvolvido, ao longo deste trabalho. Assim como serão mencionados os agentes que tiveram papel importante na conformação da cidade colonial brasileira, o que, muitas vezes, auxilia a compreensão da atual organização espacial do território.

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