2011

Do Índio Goitacá à Economia do Petróleo: Uma Viagem pela História e Ecologia da Maior Restinga Protegida do Brasil

Autor: Francisco de Assis Esteves.

Sobre o autor: Possui graduação em Biologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1973) e doutorado em Max-Plack Insitut für Limnologie - Universitat Kiel (Christian-Albrechts) (1978). Atualmente é diretor geral - Núcleo em Ecologia e desenvolvimento Sócio-ambiental de Macaé (NUPEM/UFRJ) do qual foi fundador. Atuando principalmente nos seguintes temas: ecologia de ecossistemas, ambientes aquáticos, lagoas costeiras, macrófitas aquáticas e ciclos biogeoquímicos.

Formato: 17x24,5cm

Número de páginas: 232

ISBN: 85-99968-14-7

Ano de publicação: 2011

Informações de como adquirir

 

"Esta obra leva o leitor a um universo rico e diversificado de informações sobre a maior restinga do litoral brasileiro. Os primeiros capítulos descrevem a formação da Restinga de Jurubatiba e sua ocupação pelo homem, assim como a relação de seus habitantes com o ambiente.
A biodiversidade e a ecologia da flora, da fauna e das lagoas costeiras são apresentadas de maneira didática e com muita precisão científica. A riqueza de informações, muitas delas inéditas, é fruto de mais de uma década de intensas pesquisas do próprio autor e de vários estudiosos brasileiros e estrangeiros.
Os capítulos finais são dedicados à análise das alterações ambientais e do acelerado processo de urbanização desordenado, que tem caracterizado a ocupação da região Norte Fluminense, especialmente depois da instalação da economia do petróleo.
Ao longo dos quatorze capítulos, é chamada a atenção do leitor para os principais motivos pelos quais a sociedade norte-fluminense deve, em caráter de extrema urgência, conciliar a exploração do petróleo com a preservação dos ecossistemas, condição sine qua non para o desenvolvimento humano da região."


Sumário


13Prefácio
15Prefácio do autor
Capítulo 1: A origem da Restinga de Jurubatiba
19Significado da palavra restinga
19A formação dos depósitos arenosos
20Avanços e recuos do mar formaram a Restinga de Jurubatiba
Capítulo 2: Índio Goitacá: o primeiro habitante da Restinga de Jurubatiba
23Características dos primeiros habitantes de Jurubatiba
24Goitacás, os índios “mais cruéis de toda a América”
24Os Goitacás moldaram seus hábitos de vida às características da Restinga de Jurubatiba
25Os Goitacás e sua relação com os ecossistemas da Restinga de Jurubatiba
27As ordens religiosas e suas relações com os índios Goitacás
28O extermínio dos Goitacás
Capítulo 3: Restinga de Jurubatiba ocupa a quase totalidade da Capitania de São Tomé
29A Restinga de Jurubatiba: parte integrante da Capitania de São Tomé
31Através dos sete capitães surgem as primeiras informações sobre os ecossistemas da Restinga de Jurubatiba
34Papel das ordens religiosas na ocupação da Restinga de Jurubatiba
Capítulo 4: A economia do açúcar no Norte Fluminense: fonte de impactos sobre os ecossistemas e de riqueza - para poucos, porém
37Com a economia do açúcar a região Norte Fluminense torna-se um dos principais polos econômicos do Brasil
38O poder político dos barões do açúcar
39Economia do açúcar: fonte de degradação de ecossistemas
39Os solos “improdutivos” da Restinga de Jurubatiba dificultaram sua destruição
40Canal Campos-Macaé: importante fonte de alteração das condições naturais da Restinga de Jurubatiba
43Canal Campos-Macaé começa a funcionar
43Canal Campos-Macaé: fonte de valorização de terras
44Canal Campos-Macaé e sua relação com a última pena de morte no Brasil
46A decadência do Canal Campos-Macaé
47A possível revitalização do Canal Campos-Macaé
48Outros canais importantes do século XIX no Norte Fluminense
50Onde está a riqueza proporcionada pela economia do açúcar?
Capítulo 5: Século XIX: As Lagoas do Norte Fluminense “tornam-se uma ameaça à saúde pública”
53“A ganância de terras férteis ajuda os ecossistemas aquáticos a se tornarem insalubres”
55A degradação dos ecossistemas do Norte Fluminense passa a ser oficial
56O pantanal mato-grossense do Norte Fluminense foi destruído
Capítulo 6: Economia do petróleo e suas consequências sobre a Restinga de Jurubatiba
59Economia do petróleo: a mais poderosa de todas as economias
60Município de Macaé: o epicentro da economia do petróleo
Capítulo 7: Mobilização da sociedade para salvar o que sobrou da Restinga de Jurubatiba
63Patrimônio genético existente na Restinga de Jurubatiba: uma das principais razões para a sua preservação
65A natureza ajudando a preservar a Restinga de Jurubatiba
66As primeiras tentativas para preservar o que restou da Restinga de Jurubatiba
67Criação do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé e sua importância para a preservação da Restinga de Jurubatiba
70Avanço do agronegócio na Restinga de Jurubatiba: a principal ameaça no final do século XX
72Passo inicial para a criação do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba: a busca pelo apoio da sociedade
74Visita estratégica de técnicos do IBAMA à Restinga de Jurubatiba
74Encontro pioneiro pró-uso racional e preservação da Restinga de Carapebus: a mais tensa das reuniões
76Surge o primeiro mapa do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
79Opositores à criação do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba ganham novo fôlego
81Papel da imprensa de abrangência nacional para a criação do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
82Reunião decisiva no Palácio Laranjeiras
82Finalmente o primeiro parque nacional a preservar restinga do Brasil é criado
84A Restinga de Jurubatiba no contexto de um parque nacional
88Plano de manejo: o instrumento legal para o gerenciamento do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
Capítulo 8: Flora do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
91Origem e biodiversidade
92A flora do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba e seu potencial uso como fonte de madeira e alimento
95Plantas aquáticas e seu potencial de uso pelo homem
97A flora de Jurubatiba e seu potencial para paisagismo
101Flora do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba e sua grande diversidade
104Principais comunidades vegetais encontradas no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
104Comunidades de vegetação rasteira de beira de praia
105Comunidade de vegetação fechada de beira de praia
106Comunidade de vegetação em “moitas”
109Abaneiro-da-praia: uma planta singular
111Outras espécies que formam “moitas de vegetação” no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
111“Moitas de vegetação”: o que sobrou de florestas ou estão evoluindo para florestas?
112Formação das “moitas de vegetação” no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba: um enigma sendo decifrado
114Guriri: uma palmeira-anã que é estratégica para a manutenção da vegetação da Restinga de Jurubatiba
116A interação entre o guriri e os animais: importante fator para incrementar a variabilidade genética do guriri
117Interdependência entre as “moitas de vegetação” com outros ecossistemas de restinga
118Comunidade de florestas pantanosas
119Um pouco da “mata atlântica”, do “pantanal” e da “caatinga” no PARNA Jurubatiba
Capítulo 9: Fauna do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
121Fauna do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba: um tesouro sendo descoberto
123Origem da fauna da Restinga de Jurubatiba
123Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba: último hábitat para várias espécies da fauna de restinga do país
125Distribuição da fauna no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
126Alguns habitantes das comunidades de vegetação de praia
126Alguns habitantes das comunidades de vegetação fechada de beira de praia
127Alguns habitantes das comunidades de vegetação de “moitas”
132A palmeirinha guriri também tem seus habitantes preferidos
135Alguns habitantes das florestas pantanosas
139As bromélias-tanque e sua rica fauna
141Jacaré-de-papo-amarelo: um réptil quase extinto do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
142As lagoas e brejos do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba: o hábitat de muitas espécies de aves aquáticas
Capítulo 10: As lagoas do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
147Caracterização
149Origem das lagoas
150Lagoas localizadas nas depressões da restinga: um laboratório para estudos em ecologia
151A variação de nível das lagoas e sua importância ecológica
152Lagoas de águas escuras e suas características ecológicas
155A região litorânea das lagoas: um ambiente muito diverso
157“Bromélias-tanque”: várias “lagoinhas” numa planta
159Os jardins aquáticos do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
160Jardins aquáticos: uma “usina de energia” para o ecossistema
161Região de águas abertas: o hábitat dos organismos microscópicos e dos peixes
163Região profunda das lagoas: um universo ecológico ainda pouco conhecido
Capítulo 11: Ameaças à integridade ecológica do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba
167Restinga de Jurubatiba: protegida, não livre de ameaças
169Incêndios
171Caça
171Extração de palmito
171Extração de madeira
171Extração de plantas ornamentais
172Presença de gado, cavalos e porcos
172Lixo
174Construção de residências nos chamados “bolsões”
175Pesca predatória nas lagoas
176Aberturas artificiais da barra de areia das lagoas
176Por que as barras começaram a ser abertas artificialmente?
177“Os pescadores abriam a barra e os peixes do mar entravam na lagoa”
177Ocupação das áreas de inundação das lagoas: mais um motivo para a abertura artificial das barras
179Consequências ecológicas das aberturas artificiais das barras de areia
182Lançamento de efluentes domésticos e industriais
183As bacias hidrográficas de algumas lagoas não estão totalmente protegidas: uma preocupação real
183Degradação ecológica e sanitária das lagoas por esgotos domésticos
186Falta de investimentos e pouca aplicação das leis ambientais: uma ameaça real
Capítulo 12: Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba e a sociedade
189Compromisso da sociedade com a preservação do PARNA Jurubatiba
194Pesquisas realizadas no PARNA Jurubatiba: um instrumento para o desenvolvimento científico, social e tecnológico do Brasil
196PARNA Jurubatiba: um laboratório para o aperfeiçoamento da consciência ambiental da população
198PARNA Jurubatiba: uma reserva natural estratégica para a sociedade norte-fluminense
200PARNA Jurubatiba: fonte de geração de emprego e renda
202Conciliar o turismo ecológico e histórico no Norte Fluminense: fonte de emprego e renda
Capítulo 13: “em nome do petróleo toda a degradação ambiental pode ser tolerada”: um equívoco inaceitável no século XXI
207Gestão dos ecossistemas no Norte Fluminense – erros cometidos na economia do açúcar são repetidos na economia do petróleo
209Economia do petróleo pede passagem e preservação ambiental fica para trás
212Conhecimentos científicos e tecnológicos disponíveis para a gestão racional do ambiente: pouca utilidade na sociedade do petróleo
214Economia do petróleo forja nova “elite econômica”
215Século XXI: o século sem “elites econômicas”
219
Capítulo 14: inadiável missão da sociedade norte-fluminense em conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação de seus ecossistemas
 
223Referências
225Índice remissivo


Ficha Técnica


Ministério da Educação
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense


ReitoriaCibele Daher Botelho Monteiro
Pró-Reitoria de EnsinoFabíola de Amério Ney Silva
Pró-Reitor de Pesquisa e InovaçãoHélio Gomes Filho
Pró-Reitor de Desenvolvimento InstitucionalRoberto Moraes Pessanha (2009-2010)
 Guiomar do Rosário Barros Valdez (a partir de 2011)
Editora-ChefeInez Barcellos de Andrade
 
Conselho EditorialDesiely Silva Gusmão
Edinalda Almeida da Silva
Helvia Pereira Pinto Bastos
Inez Barcellos de Andrade
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Luiz de Pinedo Quinto Junior
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Maria Inês Paes Ferreira
Pedro de Azevedo Castelo Branco
Regina Coeli Martins Aquino
Rogério Atem de Carvalho
Romeu e Silva Neto
Said Sérgio Martins Auatt
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Sergio Vasconcelos
Silvia Lúcia dos Santos Barreto
Synthio Vieira de Almeida
Vania Cristina Alexandrino Bernardo
Vicente de Paulo Santos Oliveira
Wander Gomes Ney
 
Revisão de língua portuguesaEdson Carlos Nascimento
CapaAmérico de Araújo Pastor Júnior
Projeto Gráfico e DiagramaçãoAndré da Silva Cruz
CatalogaçãoInez Barcellos de Andrade


E79d

Esteves, Francisco de Assis
Do índio goitacá à economia do petróleo:
uma viagem pela história e ecologia da maior restinga protegida do Brasil. /
Francisco de Assis Esteves . -
Campos dos Goytacazes (RJ): Essentia Editora, 2011.

323 p.: Il. color.

ISBN 85-99968-14-7

1. Ecossistemas. 2. Restinga de Jurubatiba.
3. Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba.
4. Fauna. 5. Lagoas. I. Título.

CDD – 577

 

Tiragem: 500 exemplares
Impressão: Clicheria Cromos Ltda. | Tel.: (41) 3021-5337 / 3021-5336

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