Participação da geração eólica e fotovoltaica na matriz enérgica brasileira – 2013 a 2017

  • Fabiano Baldez da Costa Brito Instituto Federal Fluminense (IFF), Macaé/RJ
  • Jairo Lúcio Gomes Siqueira Instituto Federal Fluminense (IFF), Macaé/RJ
  • Mariana Bacelar Turra Instituto Federal Fluminense (IFF), Macaé/RJ
  • Marcos Antonio Cruz Moreira Instituto Federal Fluminense (IFF), Macaé/RJ
  • Flavia Ribeiro Villela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Macaé/RJ
Palavras-chave: Energia Elétrica, Renováveis, Estatísticas Energéticas

Resumo

A diversificação de fontes de energia, notadamente daquelas classificadas como renováveis, é uma tendência mundial, sendo o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU nº 7, na chamada Agenda 2030 (ONU, 2015). O Brasil tem neste quesito grande destaque no cenário mundial, pois nos últimos anos tem utilizado em média mais de 40% do seu consumo oriundo de fontes renováveis de energia elétrica, muito superior à média mundial e dos países da OCDE (EPE, 2018). Atualmente, as energias eólica e fotovoltaica têm se destacado com forte crescimento em participação na matriz energética brasileira. Considerando que o subsídio para as energias renováveis é rateado entre todos os consumidores, entender os reflexos dos subsídios no desenvolvimento da utilização dessas fontes de energia é necessário para a avaliação dos resultados obtidos. Estudar as fontes eólica e fotovoltaica, que vêm se destacando no cenário mundial, é importante para a compreensão desse fenômeno. O objetivo do presente trabalho foi analisar a evolução da participação das fontes de energia eólica e fotovoltaica (EFV) na matriz energética brasileira de geração de energia elétrica no período de 2013 a 2017. Os dados utilizados foram extraídos da Agência Nacional de Energia Elétrica e tratados utilizando as aplicações computacionais Microsoft® Excel® 365 e R ver. 3.5.1. Para isso, foram utilizados métodos de Estatística Descritiva tanto gráficos quanto de resumos numéricos, assim como métodos de normalização e de correlação de Pearson. Constatou-se que o aumento da participação dessas fontes de energia na matriz energética brasileira é consistente, mesmo com as limitações climáticas ocorridas em determinadas partes do ano, indicando que os subsídios governamentais têm surtido efeito.

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Biografia do Autor

Fabiano Baldez da Costa Brito, Instituto Federal Fluminense (IFF), Macaé/RJ
Técnico de Projetos, Construção e Montagem do Petróleo Brasileiro. Mestrando em Engenharia Ambiental pelo Instituto Federal Fluminense - Rio de Janeiro - Brasil.
Jairo Lúcio Gomes Siqueira, Instituto Federal Fluminense (IFF), Macaé/RJ
Arquiteto na Schwartz Arquitetura. Mestrando em Engenharia Ambiental pelo Instituto Federal Fluminense - Macaé/RJ – Brasil.
Mariana Bacelar Turra, Instituto Federal Fluminense (IFF), Macaé/RJ
Assistente Administrativo da Baker Hughes - Filial. Mestrando em Engenharia Ambiental pelo Instituto Federal Fluminense Macaé/RJ –  Brasil.
Marcos Antonio Cruz Moreira, Instituto Federal Fluminense (IFF), Macaé/RJ
Doutor em Engenharia Elétrica (UFRJ). Professor Titular do Instituto Federal Fluminense Campus Macaé/RJ - Brasil.
Flavia Ribeiro Villela, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Macaé/RJ
Doutoranda em Engenharia de Reservatório e de Exploração pela Universidade Estadual do Norte Fluminense. Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Macaé/RJ – Brasil.

Referências

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Publicado
27-06-2019
Como Citar
BRITO, F. B. DA C.; SIQUEIRA, J. L. G.; TURRA, M. B.; MOREIRA, M. A. C.; VILLELA, F. R. Participação da geração eólica e fotovoltaica na matriz enérgica brasileira – 2013 a 2017. Boletim do Observatório Ambiental Alberto Ribeiro Lamego, v. 13, n. 1, p. 168-184, 27 jun. 2019.
Seção
Artigos originais