Uso de modelagem ecotoxicológica na Lagoa de Imboassica Macaé- RJ: uma breve análise

Palavras-chave: BLM, Lagoa de Imboassica, Cobre, Brasil, Macaé

Resumo

A influência do metal em corpos hídricos mostra-se capaz de gerar danos à biota aquática; por esse motivo, métodos eficazes para predição desses metais e de suas concentrações limite são importantes, de forma a garantir a estabilidade do ambiente. O propósito do trabalho foi coletar amostras de água na Lagoa de Imboassica, no período do verão de 2019, para obtenção dos parâmetros químicos, que foram inseridos no programa Biotic Ligand Model (BLM WindWard Software 2.1) para obtenção de resultados de toxicidade aguda do cobre, utilizando como organismo modelo o peixe Onchorhynchus mykiss. A toxicidade (CL50) variou de 23,14 µg.L-1 até  758,94 µg.L-1, resultando em um critério de qualidade de água de 354,61 ± 163,39 μg.L-1. Os resultados mostram o BLM como uma ferramenta compatível com a necessidade do gestor que requer dados rápidos e precisos de concentração limite de contaminante metálico no ambiente aquático, a fim de contribuir com os princípios de sustentabilidade no ambiente aquático.

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Biografia do Autor

Nikolas Gomes Silveira de Souza, Instituto Federal Fluminense Campus Macaé/RJ
Mestrando em Engenharia Ambiental pelo Instituto Federal Fluminense - Campus Macaé – Macaé/RJ – Brasil. E-mail: nichsouz@msn.com.
Laura Isabel Weber, NUPEM/UFRJ
Doutora em Oceanografia Biológica pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG).Coordenadora e Professora de Curso Licenciatura em Biologia do NUPEM/UFRJ - Campus Macaé – Macaé/RJ – Brasil. E-mail: liweberc@gmail.com
Samantha Eslava Martins, Universidade Federal do Rio Grande
Doutora em Oceanografia Biológica pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG) -Professora associada I de Ecotoxicologia Aplicada à Ambientes Aquáticos Continentais da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) -Campus Rio Grande – Rio Grande/RS – Brasil. E-mail: samanthamartins@furg.br
Jader Lugon Junior, Instituto Federal Fluminense
Doutor  em  Modelagem  Computacional  (UERJ).  Professor  do  Instituto  Federal  de  Educação,  Ciência  e  Tecnologia Fluminense- campus Macaé - Macaé (RJ) – Brasil. E-mail: jlugonjr@gmail.com.
Victor Barbosa Saraiva, Instituto Federal Fluminese
Doutor em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Professor  de  Ensino  Básico,  Técnico  e Tecnológico e coordenador do Laboratório de Ecotoxicologia e Microbiologia Ambiental (LEMAM) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense Campus Cabo Frio – Cabo Frio/RJ – Brasil. E-mail: victor.saraiva@iff.edu.br
Manildo Marcião de Oliveira, Instituto Federal Fluminense
Doutor em Ciências (Biociências Nucleares) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e coordenador do Laboratório de Ecotoxicologia e Microbiologia Ambiental (LEMAM) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense Campus Cabo Frio – Cabo Frio/RJ – Brasil. E-mail: manildodpicf@gmail.com.

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Publicado
21-02-2020
Como Citar
SOUZA, N. G. S. DE; WEBER, L. I.; MARTINS, S. E.; JUNIOR, J. L.; SARAIVA, V. B.; OLIVEIRA, M. M. DE. Uso de modelagem ecotoxicológica na Lagoa de Imboassica Macaé- RJ: uma breve análise. Boletim do Observatório Ambiental Alberto Ribeiro Lamego, v. 13, n. 2, p. 213-222, 21 fev. 2020.
Seção
Artigos originais