Um modelo para automação de Estação de Tratamento de Efluentes

  • Luiz Alberto Oliveira Lima Roque
  • Natália Souto Pereira
  • Thiago Campanati Brandão
Palavras-chave: Estação de Tratamento de Esgotos. Automação. Controle de Processos. Sistemas Supervisórios. Linguagem Ladder. CLP.

Resumo

O crescimento populacional e a intensificação das atividades industriais ampliaram a deterioração dos recursos naturais. Resíduos industriais, hospitalares e residenciais são despejados diretamente em aterros sem processamento, poluindo solos. Isso terá reflexos posteriores, pois a substância líquida resultante da putrefação de matérias orgânicas flui através do solo, até atingir corpos de água. Cidades surgem sem planejamento, com fábricas e casas lançando dejetos em rios, lagoas e mares sem o devido tratamento, comprometendo recursos aquáticos. Diz-se que, no próximo século, haverá disputa acirrada por água potável no planeta, devido à provável escassez da mesma. A expansão demográfica ocorreu sem o devido planejamento sanitário, degradando oceanos, lagoas e rios. Desta forma, um grande porcentual da população mundial sofre de doenças relacionadas à poluição da água. Assim, pode-se concluir que o tratamento de esgotos é essencial à sobrevivência humana, no intuito de preservar rios, lagos e mares. Uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) tem por objetivo tratar águas residuais para reduzir sua poluição a níveis aceitáveis, antes de enviá-las a mares ou a rios. Para automatizar o funcionamento de uma ETE são necessários motores, sensores, além de blocos lógicos, temporizadores e contadores. Essas funções são conseguidas através de Controladores Lógicos Programáveis (CLP) e de Sistemas Supervisórios. A linguagem Ladder é utilizada na programação dos controladores e constitui um dos pilares da Engenharia de Controle e Automação. Os sistemas supervisórios permitem que sejam monitoradas informações de processos, enquanto os CLP são responsáveis pelo controle e aquisição de dados. Vive-se numa época quando a automação de processos é utilizada numa escala crescente, a fim de proporcionar maior qualidade, elevar produtividade e aperfeiçoar as atividades a que se propõe. Dessa forma, uma ETE automática apresentará melhor desempenho e eficiência para tratar enormes volumes de esgoto. Considerando a crescente importância da conscientização ambiental e enfatizando especialmente a preservação dos recursos aquáticos, este trabalho tem por objetivo propor um modelo para automação de uma Estação de Tratamento de Efluentes, utilizando para tal fim a linguagem de programação Ladder e os sistemas supervisórios.

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Biografia do Autor

Luiz Alberto Oliveira Lima Roque
Mestre em Engenharia de Computação. Doutorando em Engenharia de Reservatórios e Modelagem Computacional. InstitutoFederal Fluminense – Câmpus Macaé. Endereço: Rod. Amaral Peixoto, km 164 Imboassica 27793-030 – Macaé, RJ, Brasil.
Natália Souto Pereira
Aluna de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Federal Fluminense – Câmpus Macaé. Endereço: Rod. Amaral Peixoto,km 164 Imboassica 27793-030 – Macaé, RJ, Brasil.
Thiago Campanati Brandão
Aluno de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Federal Fluminense – Câmpus Macaé. Endereço: Rod. AmaralPeixoto, km 164 Imboassica 27793-030 – Macaé, RJ, Brasil.
Como Citar
ROQUE, L. A. O. L.; PEREIRA, N. S.; BRANDÃO, T. C. Um modelo para automação de Estação de Tratamento de Efluentes. Boletim do Observatório Ambiental Alberto Ribeiro Lamego, v. 5, n. 2, p. 91-108, 11.
Seção
Artigos originais