Experiência do uso do Youtube em um projeto de extensão dedicado a levar às gestantes conhecimento técnico sobre o período gestacional, puerpério e cuidados com o recém-nato

  • Luiza Branco Lopes Côrte Real
  • Gabrielle Gava Feriani
  • Maria Júlia Silva Moreira De Souza
  • Manoella Manhães Monteiro
  • Thais Louvain De Souza

Resumo

Durante a Pandemia do novo Coronavírus, houve a necessidade de adaptação dos projetos de extensão principalmente aqueles voltados para participantes do grupo de risco. No caso das gestantes, a educação pré-natal por meio de uma abordagem digital interativa síncrona contribui para tornar essas conhecedoras dos mitos e verdades sobre a gravidez mesmo durante as medidas de distanciamento social. Nessa perspectiva, é possível através de videoconferências estimular a discussão do que é uma gestação saudável, bem como aumentar o conhecimento sobre os cuidados com o recém-nato e puerpério. Relatar a experiência do uso do Youtube para levar as gestantes conhecimento técnico sobre o período gestacional, puerpério e cuidados com o recém-nato. Trata-se de um estudo observacional, descritivo sobre as palestras de conscientização que tiveram como participantes, gestantes que se inscreveram através de um formulário online divulgado em redes sociais. A estratégia consistiu na apresentação síncrona utilizando o site (streamyard.com/) com videoconferências diárias, com duração de 1h cada, que abordou os seguintes temas: parto, puerpério e depressão pós-parto e amamentação. No total, 60 gestantes se inscreveram, a média de idade das inscritas foi de 31 anos e 40 (64,6%) eram primigestas. As palestras sobre parto e amamentação foram ministradas pelas respectivas especialistas. Das inscritas, 23 gestantes participaram pelo menos uma vez de uma videoconferência, sendo que apenas 6 participaram de todos os eventos. Um questionário pré-evento foi aplicado de forma facultativa e 14 gestantes responderam. Quanto a chupeta, 21,4% no pré-teste afirmavam que não havia malefícios, sobre a frequência da depressão pós parto, 28,6% desconheciam que era comum. Ainda no pré-teste 35,7% das gestantes não sabiam que o parto vaginal não deixava o canal vaginal mais largo. Apesar do tamanho amostral pequeno, o nosso trabalho demonstra como é difícil a educação das gestantes quanto aos mitos durante a gravidez mesmo utilizando tecnologia acessível através do celular. Mesmo com limitações, percebemos que o trabalho de extensão com a presença de profissionais capacitados deve ser um trabalho contínuo e insistente, a fim de aumentar o conhecimento do tema principalmente em cenários em que as gestantes possuem baixa escolaridade e/ou sejam primigestas. Concluímos que devemos insistir nessa estratégia de promoção de saúde durante o período gestacional mesmo durante a pandemia, e que videoconferências são um caminho para essa atividade.
Publicado
16-06-2021
Seção
Banner - Ciências da Saúde: Enfermagem