NOVOS MOVIMENTOS SOCIAIS E PARTIDOS POLITICOS NA AMÉRICA DO SUL: UM ESTUDO COMPARADO

  • Felipe Sellin
  • Hugo Borsani
Palavras-chave: Novos Movimentos Sociais, Partidos Políticos, América Latina

Resumo

A América Latina, no início do século XXI, apresenta um cenário com novos atores e movimentos políticos e sociais. O objetivo principal do projeto é uma análise comparada dos novos movimentos sociais e partidos políticos na América do Sul, buscando descrever a diversidade no perfil desses novos atores, além das características ou conjunturas nas quais surgiram. Utilizamos a análise comparada de características dos movimentos políticos e sociais selecionados tais como: origem do movimento e de suas lideranças, principais reivindicações, forma de organização, vínculos com movimento sindical e partidos políticos, trajetória política, entre outras. Também são analisadas de forma comparada as características dos sistemas políticos e da conjuntura política no surgimento desses movimentos. Com o objetivo de poder determinar possíveis fatores explicativos dos movimentos sociais em estudo (ou de subgrupos deles), aplicamos os dois métodos clássicos da análise comparada: o método dos casos mais diferentes e dos casos mais iguais. Os movimentos sociais possuem várias características e distinções entre si. Dentre elas a incorporação dos excluídos; a luta contra a redução das condições de indígenas e o reconhecimento de suas nacionalidades; um conteúdo anti-globalização; uma rede de comunicações; e uma tendência à institucionalização. Os partidos políticos seguem com relevância e tem ganhado novas experiências. Apesar do “mal estar generalizado” com eles e o fato de serem instituições que despertam pouca confiança da população, a maioria das pessoas acredita que o voto é um instrumento para mudar as coisas no futuro. Colabora com isso o fato de movimentos sociais se transformarem em partidos. Os novos movimentos políticos e sociais se relacionam diretamente com as mudanças políticas que têm ocorrido na América do Sul e que têm levado a uma “onda” de governos de esquerda e centro esquerda.