PERFIL DE ANTIBIOGRAMA DE MICRORGANISMOS DA FLORA DE PORCO SILVESTRE (SUS SCROFA) PROVENIENTE DO PANTANAL DA NHECOLÂNDIA-MS

  • Paula Nascimento Santoro
  • Rita de Cássia da Silva Paes
  • Olney Vieira-da-Motta
Palavras-chave: Porco silvestre, Microbiota, Pantanal

Resumo

O porco silvestre se adapta bem a vários habitats, assim, o contato com espécies domésticas e homem pode promover a troca/transferência de microrganismos entre eles. A microflora dessa espécie é pouco explorada e desconhece-se a interferência de drogas utilizadas na pecuária e agricultura locais. Assim, há a necessidade de conhecer essa microflora com o objetivo de estudar a epidemiologia de bactérias dos porcos silvestres do Pantanal e sua resistência a antibióticos. Foram coletadas amostras em cinco cavidades dos animais. As amostras foram repicadas em ágar sangue mantidas em BOD a 37ºC/24hs, posteriormente caracterizadas pelo Gram, testes de oxidase, catalase e IMVIC para a identificação de gênero e espécie. Para o antibiograma de cada amostra, uma concentração conhecida em UFCs foi espalhada sobre agar Muller-Hinton com 11 discos de papel impregnados com antibióticos: amoxilina + ac. clavulanico, ampicilina, cefalotina, cefoxitina, ciprofloxacina, cloranfenicol, enrofloxacina, gentamicina, clotrimoxazol, tetraciclina e tobramicina. Das amostras coletadas, 60 foram identificadas, com maior incidência para Serratia marcences e Erwinia herbicola (25 e 10 amostras), além de Citrobacter, Pseudomonas, Kluyvera, Providencia e Serratia rubidae. Cepas de E. coli resistentes a betalactâmicos foram isoladas de porcos selvagens em Portugal e na Alemanha. Diferentes achados de enterobactérias em porcos domésticos podem variar de acordo com a secção intestinal investigada. Na Alemanha, estudos sobre a microbiota em porcos domésticos composta por E. coli, Enterobacter cloacae, Citrobacter freundii e Klebsiella pneumoniae não sofreu interferência de probióticos na dieta animal. Neste trabalho, a maior suscetibilidade das bactérias foi frente à Gentamicina e a maior resistência foi à Cefalotina. As cepas de E. coli foram susceptíveis a maioria das drogas testadas. O ambiente tais como animais selvagens, podem influenciar a colonização microbiana dos porcos silvestres.