PESQUISA MERCADOLÓGICA DE SUCOS DE MARACUJÁ AMARELO (Passiflora edulis) COMERCIALIZADOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

  • Jefferson Rangel da Silva
  • Selma Bergara Almeida
Palavras-chave: Maracujá amarelo, Pesquisa mercadológica, Suco

Resumo

No Estado do Rio de Janeiro, desde 1999, políticas públicas motivaram a expansão da fruticultura e do cultivo do maracujá amarelo, resultando no desenvolvimento de indústrias produtoras de sucos de frutas, ávidas por tecnologia e maior competitividade. Assim, a cadeia produtiva desse fruto carece de informações de mercado. O objetivo deste trabalho foi realizar uma pesquisa mercadológica sobre sucos de maracujá e similares comercializados em diversas regiões do Estado do Rio de Janeiro. A pesquisa foi realizada em pelo menos 1 município com população superior a 100.000 habitantes, distribuídas nas 5 mesorregiões do Estado: Cabo Frio (Baixadas), Nova Friburgo (Centro), Rio de Janeiro (Metropolitana do Rio de Janeiro), Campos dos Goytacazes e Macaé (Norte e Noroeste) e Resende (Sul). Em cada cidade, a coleta de dados ocorreu em pelo menos 2 supermercados/hipermercados e um hortifruti, sendo investigada a disponibilidade de bebidas de maracujá não alcoólicas e excetuando-se aquelas contendo soja. Foram utilizadas estatísticas básicas descritivas. Verificou-se um total de 33 produtos comercializados, de 29 marcas distintas, com média de 14 produtos por cidade. As designações das bebidas encontradas foram: suco concentrado (27%), suco tropical (27%), suco pronto para beber (15%), néctar (15%), suco integral (9%) suco tropical orgânico (6%) e refresco (3%). Observou-se o maracujá como matéria prima nas formas de: suco concentrado, suco integral, polpa, fruta in natura e polpa orgânica. Dentre as bebidas, 6 (18%) são produzidas no Estado, em Belford Roxo, Rio Bonito, Cachoeira de Macacú, São Francisco de Itabapoana e Itaperuna. Destas bebidas, 1 está disponível em todas as regiões. Pelo elevado número de bebidas de maracujá conclui-se que esses produtos ocupam relevante espaço no mercado consumidor fluminense. No entanto, nota-se que as marcas produzidas no Estado podem expandir sua comercialização. Logo, é importante conhecer a qualidade das mesmas visando suamelhoria.