CALIBRAÇÃO DE SENSOR DE FLUXO DE SEIVA PARA CULTURAS DE INTERESSE DA REGIÃO NORTE FLUMINENSE

  • Karina De Jesus Soares UENF
  • Elias Fernandes De Sousa UENF
  • Karla Daiana Dos Santos UENF
Palavras-chave: Sensor Termométrico, Goiabeira, Poder evaporante do ar,

Resumo

A irrigação tem efeito significante no aumento do rendimento das culturas. A irrigação suplementar deve ser realizada para garantir um suprimento adequado de água que atenda às necessidades hídricas da cultura. A determinação do consumo de água pela planta é importante para maximizar a eficiência do uso da água para irrigação. O objetivo deste trabalho foi a construção e calibração de sensores de fluxo de seiva visando o manejo de irrigação em culturas de interesse da Região Norte Fluminense.O teste dos sensores na goiabeira (Psidium guajava L.) foi realizado no pomar de goiabas da variedade “Paluma”, sem irrigação artificial, na Unidade de Apoio a Pesquisa (UAP/CCTA/UENF). Foram inseridos três sensores, radialmente e equidistantes, no tronco de um ramo secundário de uma árvore, envoltos por uma manta refletiva, a uma altura em relação ao solo de 1,10 m. O sinal dos sensores foi coletado por um sistema automático de coleta de dados (Campbell Sci, modelo CR1000). Após o pós-processamento dos dados, as médias diárias dos fluxos de seiva foram analisados juntamente com as médias diárias da Evapotranspiração de Referência (ETo) e do Poder Evaporante do Ar (PEA).Analisando a variação do sinal do sensor pôde-se observar que para uma mesma faixa de valores de poder evaporante do ar o fluxo de seiva diminuiu quando a planta se encontra num período de seca prolongado. Nos dias chuvosos e nos dias imediatamente posteriores a planta atingiu valores máximos de transpiração diária. Na goiabeira pôde-se notar que o fluxo de seiva parte de um valor baixo nas primeiras horas da manhã aumentando gradativamente até um máximo entre 11 e 14h, e posteriormente retornando um valor baixo no final da tarde, acompanhando a variação da PEA.O sensor pode ser utilizado para estimativa do fluxo de seiva, possibilitando a determinação do consumo de água em plantas lenhosas, sendo condizente com a variação de PEA e da ETo e há indicação da capacidade de identificar sinais de estresse hídrico na goiabeira.
Publicado
25-03-2013