CARACTERIZAÇÃO MICROESTRUTURAL DE UM AÇO INOXIDÁVEL AUSTENÍTICO AISI 347 APÓS SOLDAGEM

  • Pedro Netto Da Silva UENF
  • Luis Augusto Hernandez Terrones UENF
Palavras-chave: ferrita delta, aço austenítico, soldagem,

Resumo

Os aços inoxidáveis austeníticos representam cerca de 70% dos aços inoxidáveis utilizados atualmente pela indústria, principalmente pela possibilidade de trabalharem tanto a temperaturas elevadas quanto a temperaturas criogênicas. Para sua utilização, muitas vezes é necessário fazer uso do processo de soldagem, o que resulta em três zonas (fundida, termicamente afetada e metal base) microestruturalmente diferentes, que influenciam no comportamento mecânico e na resistência à corrosão.Foi utilizado neste trabalho um aço inoxidável austenítico ASI 347 estabilizado com nióbio de composição 0,04-0,10%C; 1,00%Si; 17,0-19,0%Cr; 2,00%Mn; 0,05%P; 0,03%S; 9,0-13,0%Ni; 1,00%Nb, soldado com um metal de adição cuja composição é praticamente a mesma. Foi feita a preparação metalográfica da amostra (consistindo de corte, lixamento, polimento e ataque eletrolítico com uma solução de 10g de ácido oxálico em 100mL de água destilada) para posterior observação de sua microestrutura por meio da microscopia ótica e da microscopia eletrônica de varredura.A microestrutura inicial do aço inoxidável austenítico é monofásica, composta por grãos de austenita praticamente equiaxiais. Contudo, após o processo de soldagem, houve formação de 3 zonas microestruturalmente diferentes: metal base (MB), com uma microestrutura praticamente igual à inicial, demonstrando que o calor proveniente da soldagem não chegou a afetar esta região; zona termicamente afetada (ZTA), apresentando uma microestrutura com alguns grãos de austenita variando de tamanho; e zona fundida (ZF), apresentando uma microestrutura completamente diferente, bifásica, com ferrita delta vermicular e em espinha precipitada na matriz austenítica.Devido à solidificação e ao resfriamento, o aço apresenta na zona fundida a ferrita delta com diferentes morfologias numa matriz austenítica, e uma variação do tamanho de grão na zona termicamente afetada, na qual a ferrita delta encontra-se em menor quantidade que na zona fundida.
Publicado
26-03-2013