PURIFICAÇÃO DE PEPTÍDEOS DE SEMENTES DE CASTANHA-DO-PARÁ E AVALIAÇÃO DE SUAS ATIVIDADES ANTIPARASÍTICAS CONTRA ESPÉCIES DE LEISHMANIA

  • Julia Miranda Fardin
  • Viviane Veiga do Nascimento
  • Laís Pessanha de Carvalho
  • Edésio José Tenório de Melo
  • André de Oliveira Carvalho
Palavras-chave: castanha-do-pará, peptídeos antimicrobianos, Leishmania

Resumo

A castanheira é uma árvore importante economicamente, por causa da sua madeira e por causa da sua semente, que é uma rica fonte de nutrientes (proteínas, selênio, magnésio e tiamina). Os peptídeos antimicrobianos formam um importante mecanismo de defesa contra patógenos em diversos organismos sendo cogitados como novos agentes terapêuticos. O objetivo deste projeto é a purificação e a caracterização de peptídeos de sementes de castanha-do-pará e o estudo de suas atividades antiparasíticas.Para a obtenção dos peptídeos foram testados quatro tipos diferentes de métodos para extração e cromatografia: 1) extração protéica por solução ácida e cromatografia de fase reversa em HPLC, 2) extração por tampão fosfato e cromatografia de troca iônica em CM-Sepharose, 3) extração por solução ácida e cromatografia de troca iônica CM-Sepharose e 4) extração por tampão fosfato e cromatografia de troca iônica DEAE Sepharose. As frações resultantes de cada cromatografia foram analisadas em eletroforese e o estudo da atividade antiparasítica das frações foi feito com células de Leishmania amazonenses em meio Warren’s e o crescimento foi acompanhado por contagem das células em câmara de Neubauer.O cromatograma do método 1 apresentou 1 pico não retido e 10 picos retidos eluídos em gradiente de propanol. A análise eletroforética destas amostras mostrou bandas protéicas entre 4 e 17 kDa. No entanto, este foi trocado por incompatibilidade de horário do HPLC. Os métodos 2 e 3 apresentaram cromatogramas com variação dos picos e por isso estes métodos foram novamente trocados. O cromatograma do método 4 apresentou 3 picos protéicos, P1, P1’ retidos e P2 retido e eluído em gradiente de sal. A eletroforese mostrou que os picos tinham bandas protéicas entre 6,2 e 10,8 kDa. A análise do efeito sobre Leishmanina amazonenses mostrou 29, 36 e 60%, respectivamente, da inibição do crescimento.O método 4 foi o mais eficaz para a obtenção das frações protéicas da castanha-do-pará, onde foram obtidas três frações. Estas estavam enriquecidas com peptídeos de 3 a 14 kDa. O estudo antiparasítico mostrou que P1, P1’ e P2 inibiram o crescimento de L. amazonenses em 29, 36 e 60%, respectivamente.
Publicado
04-04-2013