DOENÇAS RICKETTSIAIS EM FELINOS DOMÉSTICOS: ASPECTOS HEMATOLÓGICOS, BIOQUÍMICOS E MOLECULARES.

  • Ana Carolina Queiroz Lima
  • Elisabete Sales Corrêa
  • Gianne Regina Paludo
  • Antônio Peixoto Albernaz
Palavras-chave: PCR, E. canis, Rickettsiales

Resumo

As hemoparasitoses de gatos são importantes devido a possíveis zoonoses. Gatos assintomáticos possuem risco maior por serem portadores e os sintomáticos mostram que não é possível diferenciar clinicamente qual o agente etiológico envolvido. É necessária a utilização de testes diagnósticos precisos para identificação do agente. Este trabalho objetivou identificar Ehrlichia canis utilizando Reação em Cadeia da Polimerase, esfregaço sanguíneo, alterações hematológicas e bioquímicas. Foram obtidas 91 amostras de esfregaços sanguíneos periféricos para a observação de corpúsculos em leucócitos e plaquetas à microscopia óptica. Dos gatos com resultado positivo, foi coletado sangue venoso para realizar hemograma, testes moleculares e mensuração de proteínas totais, albumina, fosfatase alcalina, ?-glutamiltransferase, alanina aminotransferase, uréia e creatinina. O DNA foi extraído com a utilização de kits comerciais. Como controle negativo foi utilizada água e positivo foi utilizado DNA de animal infectado por E. canis. Primers GAPDH-F e GAPDH-R foram usados para testar a qualidade da extração do DNA. Os primers EBR1 e EBR5 foram empregados para identificar DNA de E. canis. Nove amostras foram positivas à hematoscopia. Não observaram-se alterações no eritrograma, todos os animais apresentaram trombocitopenia. No leucograma observou-se leucocitose com eosinofilia e neutrofilia com desvio nuclear de neutrófilos à esquerda (DNNE). Nos testes de bioquímica sérica observaram-se aumento de uréia, creatinina e AST. Todos os animais mostraram-se negativos para a PCR. Estudos em áreas endêmicas não amplificaram o DNA de Ehrlicha do sangue de gatos, segundo NELSON & COUTO (2010). Neste estudo foram observadas inclusões basofílicas em plaquetas, estando de acordo com ALMOSNY (1998). As alterações bioquímicas parecem estar relacionadas a patologias primárias dos gatos. Não foi identificado DNA de E. canis nos gatos atendidos no Hospital Veterinário da UENF positivos para Rickettisiales à hematoscopia, sugerindo que outro agente desta família infecta os gatos de Campos dos Goytacazes.
Publicado
18-04-2013