EFEITOS DOS EXTRATOS DE PLANTAS DA MATA ATLÂNTICA EM LARVAS E ADULTOS DE AEDES AEGYPTI

  • Rosana Teixeira Lelis
  • Flávia Borges Mury
  • Wendel Mattos Pompilho
  • Tânia Toledo de Oliveira
  • Marílvia Dansa-Petretski
Palavras-chave: Mosquito, Dengue, Larvicida

Resumo

Dengue é uma doença negligenciada do mundo moderno, com alta morbidade e mortalidade. O aumento na incidência da dengue está relacionado a expansão do vetor Aedes aegypti, em resposta ao aumento das populações urbanas, uso de descartáveis e resistência a inseticidas. Extratos de plantas com atividade inseticida e larvicida são potenciais fontes de novas drogas. Este trabalho tem como objetivo testar o potencial dos extratos metanólicos de folhas de plantas da Mata Atlântica contra o Ae. aegyp As larvas foram colocadas em recipientes com 100 mL de água, na presença ou ausência de extratos de Trigynaea oblongifolia (Annonaceae), Ottonia frutescens (Piperaceae) e Bathysa australis (Rubiaceae) em 1, 10, 50, 100, 200, 400 µg/mL. O gênero Ottonia foi o mais eficiente, com uma CL50= 86,07 mg/mL. Posteriormente, foram analisados os mosquitos fêmeas alimentadas com sangue de coelho com o mesmo extrato em concentrações de 50, 100, 200, 300, 400 e 500 mg/mL. As fêmeas foram dissecadas 0 e 24 horas após a alimentação para avaliação da eficácia do processo de digestão, analisando-se a degradação da hemoglobina por PAGE 10%. Foram examinados também a mortalidade e a oviposição das fêmeas. O extrato de Ottonia frutescens impediu a oviposição e não interferiu no processo digestivo de fêmeas alimentadas com sangue. As concentrações de 300, 400 e 500 µL de Ottonia frutescens apresentaram melhores resultados nas mortalidades de fêmeas adultas. Como conclusão, o extrato de Ottonia frutescens apresentou ótimo potencial na mortalidade de larvas e fêmeas adultas de Aedes aegypti e é promissor no controle de Aedes aegypti.
Publicado
19-04-2013