INCREMENTO DE ANTIOXIDANTES E OSMÓLITOS EM SALVINIA AURICULATA SOB NACL

  • Fabiana Martins Ribeiro
  • Andresa Lana Thomé Bizzo
  • Marina Satika Suzuki
  • Bruno Dos Santos Esteves
Palavras-chave: Salinidade, Macrófitas flutuantes, Estresse oxidativo

Resumo

Atualmente, é relatado aumento da salinidade e eutrofização de corpos hídricos. Plantas aquáticas são sensíveis a água salobra, causando acúmulo de carboidratos e prolina para equilibrar a pressão osmótica e; antioxidantes para mitigar espécies reativas de oxigênio. S. auriculata é uma planta flutuante encontrada em ambientes ricos em N e P. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar respostas de S. auriculata a NaCl, a fim de prover uma aplicação desta planta em águas eutrofizadas salobras. S. auriculata foi aclimatada por 7 dias (16h/claro e 8 h/escuro; 30ºC; 50 ?mol fótons m-2s-1) em solução de Hoagland 50%. Em seguida, 5 g de planta foi mantido em 1 L de solução de Hoagland 50% acrescido de NaCl (0, 100 e 200 mM) por 3 dias com 6 repetições para cada tratamento. Ao final foram avaliados os parâmetros: pigmentos fotosintéticos, antocianinas, flavonóides, extravasamento de eletrólitos, prolina, carboidratos, aldeídos e peroxidação lipídica (MDA). ANOVA foi aplicado para identificar os efeitos do tratamento com comparações post hoc, usando o teste de Tukey ao nível de significância de 5%. Para verificar a relação entre variáveis foi usado Correlação de Pearson. A adição de NaCl aumentou o teor de pigmentos, em especial, carotenóides, que atua como antioxidante na proteção contra o estresse salino. O dano oxidativo foi observado através dos dados de permeabilidade de membranas biológicas correlacionado com MDA (r=0,79; p<0,05). O aumento na produção de outros antioxidantes, antocianinas e flavonóides, também apresentaram correlação com estresse oxidativo (r=0,60; p<0,05 e r=0,69; p<0,05, respectivamente). Com isso, observa-se que o excesso de íons potencializou danos celulares, desencadeando síntese exacerbada de carboidratos (?36%) e prolina (?185%), que protegem as vias bioquímicas, reduzindo efeitos lesivos causados pelo estresse osmótico. O incremento de antioxidantes e osmólitos foi o mecanismo apresentado por S. auriculata para tolerar o estresse salino, que causou a desestabilização de membranas celulares através do dano oxidativo. Com isso, verifica-se seu potencial para remediação de ambientes eutrofizados salobros.
Publicado
26-04-2013