O ESTUDO DO COMPORTAMENTO DAS AMOSTRAS DE GEOTÊXTEIS TECIDOS NA RESISTÊNCIA AO PUNCIONAMENTO ATRAVÉS DE ENSAIOS DE SATURAÇÃO E SECAGEM.

  • Marta Prellwitz
  • Paulo César de Almeida Maia
  • Késsia da Silva Conceição
  • Victor dos Santos Singui
  • Vínicius Alves Polinicóla
Palavras-chave: Geotêxteis tecidos, resistência, saturação e secagem

Resumo

Apesar das características dos geossintéticos, normalmente não degradáveis em curto prazo, destaca-se que é possivel estarem sujeitos à degradação rápida no campo. Os principais tipos de ensaios diretos no laboratório para avaliação desta degradação acelerada são: C-UV B, lixiviação contínua e ciclos de saturação e secagem. Neste trabalho é dada ênfase nos ensaios de saturação e secagem, tendo em vista a representatividade das variações de temperatura e umidade que o material sofre no campo. O material de estudo é constituido de 4 geotexteis tecidos constituidos de polipropileno ou polietileno, fabricados com diferentes gramaturas e teores de anti-ultravioleta. O programa experimental envolve a execução de ensaios de degradação acelerada por saturação e secagem, com diferentes temperaturas de secagem. Faz-se ainda a determinação das variações da resistência ao puncionamento com a intensidade de degradação, temperatura de secagem e tipo de geotextil. São considerados 6 intensidades de degradação, correspondentes a 8, 16, 24, 48, 96 e 192 ciclos de saturação e secagem. São utilizadas 3 temperaturas de secagem, 50, 75 e 100°C. Assim, o total de amostras degradadas foi igual a 72 Através dos gráficos formados percebeu-se que não houve alteração no comportamento do material devido a variação da temperatura de secagem. No entanto, a intensidade de degradação e o tipo de geotextil tecido provocou uma mudança na sua rigidez. Com o aumento da intensidade de degradação os geotexteis tecidos ficaram mais rígidos, consequentemente, resistiram mais à carga de puncionamento que lhe foi aplicada deformando menos. O tipo de material também influenciou na resistência, pois pode-se notar que a amostras constituidas de polietileno são mais flexíveis que as de polipropileno. Foi observado um comportamento não monotómico nas primeiras intensidades de degradação do material. A metodologia empregada nos provou que o procedimento pode ser analisado com temperatura entre 50 e 100°C, pois não foi observado alteração no comportamento dos materiais, mostrando que não há influência na resistência. Porém a intensidade da degradação e os tipos de materiais interferem.
Publicado
03-05-2013