CARACTERIZAÇÃO DE FIBRAS VEGETAIS PARA FORMULAÇÃO DE COMPÓSITOS.

  • Luís Philipe Rangel Duarte
  • Rubén J.Sánchez Rodriguez
  • Paula Gomes de Paula
Palavras-chave: Fibras vegetais, Compósitos, Polipropileno

Resumo

As fibras vegetais oferecem importantes vantagens em seu uso na formulação de materiais compósitos uma vez que são recursos renováveis, disponíveis em grande quantidade, em particular as consideradas resíduos, são biodegradáveis e apresentam baixa abrasividade entre outras propriedades. O presente trabalho foi direcionado numa primeira fase ao estudo do tratamento de fibras de cana-de-açúcar, para formulação de compósitos com termoplásticos como polipropileno. Foi realizado tratamento por explosão a vapor, em uma autoclave vertical, modelo (AV-75) as fibras permaneceram a 120°C, durante 30 min (tr1) e 1 hora (tr2), sobre pressão de 1atm. Em um segundo tratamento as fibras de bagaço de cana de açúcar coletadas na Usina Canabrava, peneiradas e lavadas, foram submetidas ao tratamento químico em solução 10% de NaOH por 3 horas com agitação mecânica continua (Fisatam 723D), logo após, imersas em ácido acético glacial e agitação constante, posteriormente imersas em 50 ml de anidrido acético (97%) e adicionado duas gotas de ácido sulfúrico, filtradas e lavadas com água até pH 7.Secas a 90 oC numa estufa de circulação de ar durante 5 horas. No tratamento na autoclave o pico de degradação da fibra (tr2) se desloca para temperaturas superiores da fibra (tr1). A perda de massa confirma esse dado. O tratamento realizado (tr2) em relação à (tr1) melhorou as propriedades térmicas das fibras. No segundo tratamento as fibras tratadas e in natura foram analisada por TG/DTG. Ocorreram dois principais estágios de degradação, o primeiro corresponde à degradação térmica do material a qual está relacionada à decomposição da celulose e o segundo correspondente a decomposição completa do material. Nas curvas de DTG das fibras tratadas e in natura a perda de massa está associada à perda de água referente à umidade das fibras. No tratamento na autoclave o resultado obtido foi muito satisfatório. No segundo tratamento a modificação realizada nas fibras influenciou na sua estabilidade térmica indicando que as fibras tratadas apresentaram melhor propriedade térmica quando comparado às fibras in natura.
Publicado
14-05-2013