REDUÇÃO DA OFERTA DE ALIMENTO VIVO NA TRANSIÇÃO ALIMENTAR DE LARVAS BETTA SPLENDENS

  • João Carlos Fosse Filho
  • Leonardo Demier Cardoso
  • Pedro Pierro Mendonça
  • Paulo José Fosse
  • Manuel Vazquez Vidal Junior
Palavras-chave: Transição alimentar, Larvicultura, Betta splendens

Resumo

O Betta splendens ou beta, como é comumente conhecido, é uma espécie exótica que ganhou destaque no Brasil pela sua agressividade e beleza. As larvas desta espécie são consideradas altriciais, necessitam do alimento vivo para completar seu desenvolvimento e prepará-las para aproveitar a ração, melhorando seu desempenho inicial no crescimento e sobrevivência. O trabalho teve como objetivo preparar as larvas para receber alimento inerte precocemente, reduzindo assim os custos com alimento vivo. O alimento vivo utilizado foi náuplio de artêmia (Artemia sp) e o inerte foi ração comercial com 55% de proteína bruta. Foi utilizado delineamento inteiramente casualizado com 2 tratamentos e 4 repetições, as larvas foram distribuídas em aquários experimentais com volume útil de 10L, na densidade de 2 larvas/L. Ao entrar no experimento as larvas foram submetidas a biometria, onde atingiram 0,393mg e 0,224cm de peso e comprimento respectivamente. O experimento teve duração de 30 dias e foi distribuído da seguinte forma: Tratamento 1 (T1): 4 dias de náuplios de artêmia + 8 dias de co-alimentação + 18 dias com ração; Tratamento 2 (T2): náuplios de artêmia por todo período experimental. Os parâmetros de qualidade da água analisados foram pH e temperatura, com as médias de 6,4 e 26,4ºC, respectivamente. Ao final do experimento as larvas do T1 atingiram 18g e 1,11cm, não havendo diferença significativa (p<0,05) pelo teste de Tukey, em comparação com o T2 que chegou a 44g e 1,5cm. O mesmo ocorreu com a sobrevivência, que atingiu valores de 36 e 68% para o T1 e T2 respectivamente, não chegando aos resultados esperados para essas variáveis na transição alimentar precoce. Em relação à taxa de crescimento específico, as larvas do T1 não apresentaram diferença significativa para o T2, justificando a redução do alimento vivo sem maiores perdas no crescimento diário das larvas. Desse modo, observa-se ainda a fragilidade das larvas de beta ao serem submetidas a uma troca total do alimento vivo pelo inerte com 12 dias de vida, chegando à conclusão de que existe a necessidade de um maior período ofertando alimento vivo, para que as larvas atinjam um melhor desempenho.
Publicado
14-05-2013