DE USINAS E ESCOLAS: UM ESTUDO SOBRE A SOCIABILIDADE DO MUNDO DO AÇÚCAR NO ESTADO NOVO

  • Dante Mendonça Duarte
  • Marcelo Carlos Gantos
Palavras-chave: Arqueologia Visual, Estado Novo, Usinas açucareiras

Resumo

Este projeto objetiva constituir um estudo sobre a memória social no município de Campos dos Goytacazes com relação à antiga vida nas usinas de cana-de-açúcar instaladas durante a época do Estado Novo, reconstituindo fragmentos deste período da história da cidade. Tal resgate cultural é realizado principalmente através da análise de antigos registros fotográficos do período estudado, feita segundo os parâmetros da Arqueologia Visual. • Revisão bibliográfica, visando apreender os conceitos teóricos essenciais para a imersão no universo pesquisado. • Visita à usina de Cambahyba com a intenção de apreender informações relacionadas à antiga realidade dos tempos de seu funcionamento no período do Estado Novo. • Visita ao Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, com o objetivo de buscar arquivos fotográficos úteis, tais como registros de antigos engenhos, para os objetivos da pesquisa; • Pesquisa na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, com o objetivo de verificar a possível presença de publicações úteis; trabalho de análise de algumas fotografias referentes à antiga escola da usina de Cambahyba. As fotografias revelam, através de elementos presentes e ausentes na cena, manipulada tendo como guia a conveniência de seu autor, o que os indivíduos querem ser ou imaginam que são. No contexto em que a escola se relaciona à usina, as fotografias tiradas dela também parecem salientar a qualidade das condições de vida alcançadas através do progresso representado pela Usina. O fotógrafo o fez porque aquela era compreendida como uma parte da estrutura social que possuía a indústria como eixo central e, por consequência, o Usineiro como autoridade máxima. Sobre os resultados obtidos no campo pudemos observar o papel privilegiado que a antiga usina ainda possui no imaginário dos descendentes. Entre as conclusões preliminares podemos citar a percepção inicial desse “passado” apreendida através da análise das fotografias estudadas com relação à existência de uma dinâmica paternalista e coronelista na esfera de contato entre o Usineiro e seus trabalhadores na teia social.
Publicado
23-05-2013