ESTUDO DA QUALIDADE DE ÁGUA EM UMA BACIA HIDROGRÁFICA DA REGIÃO HIDROGRÁFICA VI DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

  • Diego Diogo da Silva
  • Haydda Manolla Chaves da Hora
  • Gabriel Lima Souza
  • André Bellieny Roberto da Silva
  • Maria Inês Paes Ferreira
Palavras-chave: Monitoramento de qualidade de água, medição contínua de marés, Bacia do Rio São João

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo relatar a aplicação de uma metodologia para caracterização da bacia hidrográfica do Rio São João, bem como o desenvolvimento de um sistema contínuo de medição de marés, de forma a apoiar ações de geração de trabalho e renda dos pescadores artesanais de Barra de São João, idealizado no Campus Macaé do IF Fluminense, com o apoio da ALA (Associação de Aquicultores da Bacia Hidrográfica do Rio São João). Para monitoramento da qualidade de água ao longo da bacia, a escolha dos pontos de coleta foi feita em conjunto com a ALA, baseada nos usos e nos prováveis problemas de qualidade de água da calha principal do Rio São João, levando em conta ainda seus principais tributários. Serão realizadas análises para avaliar o Índice de Qualidade de Água (IQA) que classifica a amostra em 5 categorias de qualidade. Outra ferramenta que será utilizada é o Sistema Embarcado para Medição Contínua de Marés, que será responsável pela marcação do nível da água e registrar continuamente o nível das marés em relação ao tempo que é composto de componentes mecânicos e eletrônicos. A pesquisa encontra-se na fase de coleta dos dados de profundidade, temperatura, pH, condutividade e Oxigênio Dissolvido. Foi verificado que o estuário do Rio São João vem sofrendo impactos negativos, destacando-se a retirada da mata ciliar, principalmente para realização de atividades agropecuárias nas margens do corpo hídrico, e que a vazão do corpo hídrico é altamente dependente do controle da represa de Juturnaiba. Os dados de qualidade de água, associados a estudos de uso e ocupação da terra são necessários para o enquadramento do corpo hídrico. A qualidade da água é importante para o sucesso das iniciativas de ostreicultura articuladas pela ALA na região estuarina. A falta de dados e de trabalhos de pesquisa aplicada na região vem dificultando a gestão das águas na Bacia. Caso a qualidade da água não seja compatível com os usos podem ocorrer problemas de saúde pública, ou econômicos relacionados à queda na produtividade das atividades que dela dependem.
Publicado
24-05-2013