DISPOSIÇÃO FINAL DE RSU EM MACAÉ: RISCOS À SAÚDE E AO MEIO AMBIENTE

  • Ully Hashimoto Mayerhofer
  • Samara Melo Rodrigues
  • Mônica Mota de Oliveira
  • Maria Aparecida Vieira Albano Ferreira
  • Maria Inês Paes Ferreira
Palavras-chave: Injustiça Ambiental, Resíduos Sólidos Urbanos, Macaé

Resumo

Com o aumento das atividades associadas à indústria petrolífera, o município de Macaé apresentou em crescimento populacional acelerado, exibindo condições potenciais para estabelecimento de um quadro de injustiça ambiental, no qual pessoas economicamente vulneráveis recebem diretamente pressões e impactos ambientais. O objetivo deste trabalho foi verificar a hipótese de ocorrência de injustiça ambiental em Macaé, associada à gestão e à disposição de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU). O estudo baseou-se na delimitação espaço-temporal dos locais de disposição dos RSU em Macaé e de sua vinculação com a existência de população economicamente vulnerável, sistematizada via SIG (ArcGis 9.3). Foi avaliada a evolução da trajetória da gestão de RSU (tecnologias de destinação e de disposição final). Investigou-se a ocorrência de injustiça ambiental associada ao vazadouro municipal em Águas Maravilhosas, ao Aterro Controlado de Cabiúnas e ao Aterro Sanitário, na BR-101. Buscou-se entender o histórico dessas ocupações com pesquisa documental, bibliográfica, qualitativa e quantitativa. Na obtenção de informações de campo empregou-se a técnica de sondeio. Observou-se que a população residente nas localidades estudadas possui baixos grau de escolaridade e renda familiar. Esses resultados geraram um mapa de vulnerabilidade econômica, e quando associados ao potencial de contaminação e aos riscos à saúde aos quais a população dos locais estudados está exposta, devido ao próprio contato físico e à possibilidade de contaminação de poços escavados para o abastecimento de água, confirmaram a hipótese inicial de injustiça ambiental associada à gestão de RSU, em Macaé. Destaca-se a injustiça ambiental do vazadouro a céu aberto, em Águas Maravilhosas, com desocupação já determinada pelo Ministério Público Estadual, onde habitam, cerca de 160 famílias. Nos locais de estudo, o quadro de injustiça ambiental vem afetando as populações residentes, podendo ser considerado como um impacto negativo das atividades relacionadas à indústria do petróleo, apesar da sociedade em geral perceber apenas o aquecimento econômico e elas atribuído.
Publicado
27-05-2013