PLURALIDADE DE VOZES NO CAFÉ COMUITÁRIO: A RELAÇÃO ENTRE OS POLICIAIS MILITARES E AS ASSOCIAÇÕES DE MORADORES.

  • Bruno Nogueira Viana
  • Jussara Freire
Palavras-chave: Cafés Comunitários, Associações de Moradores, Policiais

Resumo

Este trabalho integra o projeto Direitos Humanos e Vida Cotidiana: Pluralidade de lógicas e “Violência Urbana”, coordenado por Jussara Freire, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). A proposta desta pesquisa é de compreender a maneira como se articulam diversos pontos de vista (moradores de favelas, representantes de movimentos de familiares de vítimas de violência policial, moradores de condomínios fechados e policiais) para compreender os mecanismos Ao longo da pesquisa de campo, me deparei com uma dificuldade de acesso ao mundo dos policiais: os policiais militares que encontrei neste batalhão recusaram minha presença cotidiana nos batalhões se referindo ao fato de que não podiam tornar públicas suas opiniões pessoais, pois se exporiam a sanções previstas no estatuto militar de 01 de julho de 1981(detenção de até 30 dias). Diante desta dificuldade busquei outro espaço em que poderia observar a voz dos policiais. Elaborei um banco de dados a partir dos levantamentos das críticas publicadas em 18 blogs de policiais militares. Vale também mencionar que nos próprios blogs, policiais se referiam a outros, o que me permitiu descobrir os 18 Durante o processo de elaboração do banco de dados, o objetivo era de identificar uma gramática policial, participei dos Cafés Comunitários organizados pelo batalhão da cidade e pela direção do Conselho Comunitário de Segurança Pública. Esta observação foi motivada pelo fato de buscar compreender o impacto da crítica policial para outros atores sociais e, em específico, moradores de territórios de pobreza. Para compreender quem consegue “elevar a voz e quem se cala” (Freire, 2007; p.143-173). Por este meio, seria também possível compreender como a crítica policial participa da exclusão da voz de moradores de territórios da pobreza neste espaço através de um esforço de desacreditar, publicam A análise dos blogs permitiu identificar uma gramática policial cujo mecanismo de reversão de posição de vítima representa um elemento central. Esta gramática tem como impacto silenciar a voz de outros participantes e, em específico, dos moradores do território da pobreza pelo fato de que os relatos
Publicado
21-06-2013