POLÍTICAS ATIVAS DE MERCADO DE TRABALHO: ESTUDO DAS REPRESENTAÇÕES SOBRE O GÊNERO

  • Natália Soares Ribeiro
  • Hernán Armando Mamani
Palavras-chave: Gênero, Políticas Públicas, Mercado de Trabalho

Resumo

Este projeto tem como principal objetivo conhecer as políticas públicas de Geração de Trabalho e renda, principalmente do município de Campos dos Goytacazes. Mediante este procedimento busca-se verificar se a prefeitura através dos cursos de geração de trabalho e renda rompe ou perpetua o padrão histórico de privatização da mulher ao ambiente doméstico (CAMPOS e TEIXEIRA, 2010) e de subordinação dessa no mercado de trabalho. A metodologia consiste na análise de entrevistas realizadas pelo NETRAD (Núcleo de Estudos em Trabalho, Cidadania e Desenvolvimento) da UFF em 2008 a coordenadora do CRAS, do Departamento de Ação Comunitária (Renda Mínima, e Pólos de geração de Trabalho e Renda) e a coordenadora da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção Social; análise do perfil dos usuários do “Espaço do trabalho” (2008); Revisão bibliográfica do tema; análise de dados quantitativos do SEADE e IBGE relacionados a situação da mulher no mercado de trabalho. Os dados de que dispomos até o momento permitem afirmar que política de Geração de Trabalho e Renda de Campos dos Goytacazes não se consolida como uma política de aumento do “nível de emprego e de salários das pessoas que possuem dificuldade em se inserir no mercado de trabalho” (MACHADO e NETO, 2011). Os cursos da referida política no município tem reforçado o lugar da mulher nos empregos de complementação de renda, como artesanato, manicure, corte e costura, entre outros. A questão de gênero não é sequer abordada por essa política, o que faz com que as diferenças de direitos entre homens e mulheres se reproduzam, bem como a condição subalternizada da mulher no mercado de trabalho. A Política de Geração de Trabalho e Renda de Campos dos Goytacazes tem perpetuado a condição de subalternidade da mulher, reforçando o lugar dessa em empregos historicamente considerados “femininos”que não constituem de fato uma alternativa ao desemprego, mas complementação a renda familiar.
Publicado
25-06-2013