UNIDADES DE CONSERVAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA: UM ESTUDO SOBRE AS INTERFACES ENTRE AS POLÍTICAS AGRÁRIAS E AMBIENTAIS NO MUNICÍPIO DE CAMPOS DOS GOYTACAZE

  • Natália Machado Vilaça
  • Maria do Socorro B. de Lima
  • Vanuza da Silva Pereira Ney
Palavras-chave: Unidade de conservação, Reforma Agrária, Campos dos Goytacazes

Resumo

Embora a região Norte Fluminense abrigue resquícios importantes da Mata Atlântica, ela apresenta um quadro de sustentabilidade bastante comprometido pela dinâmica econômica e produtiva. Neste contexto, a criação e implantação das unidades de conservação funcionam como um instrumento da política ambiental importante para a manutenção dos recursos naturais. O objetivo do projeto é compreender as dinâmicas institucionais agrárias e ambientais que comprometem a conservação/manutenção da biodiversida Este projeto é fundamentado pela pesquisa-ação definida por Michel Thiolllent como “ um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebido e realizada e estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisados e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo” (THIOLLENT, 2004, p. 14). Como instrumentos metodológicos será realizado um diagnóstico da realidade socioambiental do assentamento Antônio de Farias buscando ao mesmo tempo identificar os problemas socioambientais e os conflitos de ordem institucionais que envolvem as Unidades de Conservação situadas no entorno do assen Como resultados pode-se destacar o desconhecimento ou mesmo a baixa sensibilização quanto a importância de conservação, o que pode levar ao uso inadequado destes espaços naturais, como se pôde constatar em visitas exploratórias aos assentamentos rurais do município campista, situações como depósito de lixo, retirada da mata ciliar as nascentes, tais problemas acabam comprometendo a qualidade de vida tanto dos próprios agricultores como dos recursos naturais, principalmente dos recursos hídricos. Mesmo em andamento, constata-se que há uma fragilidade por parte dos órgãos executores tanto para assegurar a manutenção das unidades de conservação já existentes como permitir que outras sejam criadas. E o desconhecimento por parte da população do entorno, sobre o papel destas UCs. Além disso, a nã
Publicado
26-06-2013