ANATOMOPATOLOGIA DE EMAS (Rhea americana): SUBSÍDIOS À UMA PECUÁRIA ALTERNATIVA PARA O PRODUTOR RURAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

  • Rachel Bittencourt Ribeiro
  • Luciano Grillo de Almeida
  • Eulógio Carlos Queiróz de Carvalho
Palavras-chave: Emas, Produção, Patologia

Resumo

Embora nativas da América do Sul, pouco se conhece sobre a patologia especial (anatomia patológica) das enfermidades naturais das emas, como: doenças nutricionais, metabólicas, neoplásicas, teratológicas, bacterianas, virais e parasitárias destas aves, inclusive, suas expressões clínicas. Um grande número de pequenos e médios criadores de avestruzes da região Norte do Estado do Rio de Janeiro abandonaram esta prática avícula e desfizeram-se dos animais devido à escassez de informações técnicas sobre o manejo e, ainda, pela falta de profissionais habilitados. Ao contrário dos avestruzes, as emas são de porte menor e mais dóceis, o que facilita a sua lida, além de, proporcionarem produtos e subprodutos com as mesmas qualidades daqueles dos avestruzes. Assim, estas aves passam a ser uma boa alternativa para substituir os avestruzes na região, com um mercado promissor para o Estado e país.. Os exames laboratoriais serão realizados nos Setores de Clínica Médica dos Grandes Animais Domésticos, Morfologia e Anatomia Patológica e Patologia Clínica Veterinária, do Laboratório de Sanidade Animal (LSA) do Hospital Veterinário (HV) da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF). Os espécimes que vierem à óbito ou forem eutanasiados serão necropsiados. Destes serão colhidas amostras viscerais. Para a histopatologia, estas serão fixadas em formalina neutra tamponada à 10%, incluidas em parafina, coradas rotineiramente pela hematoxilina e eosina (HE) e, quando necessárias, por técnicas especiais e/ou eletivas, como: tricromático de Gomori, van-Gieson etc..Os achados (lesões), associados às expressões clínicas e aos resultados de outros exames laboratoriais, permitirão uma investigação que leve à causa mortis e, ao estabelecimento de padrões anátomo-clínicos, escassíssimos nestes indivíduos. Com os resultados, espera-se contribuir de forma imediata e significativa na sanidade e produtividade dos rebanhos de ratitas (emas e avestruzes) do Estado do Rio de Janeiro. Acreditamos poder estabelecer e consolidar protocolos de controle para os criadores avaliando, para cada rebanho, quais enfermidades são entraves produtivos e reprodutivos para a criação. Durante o desenvolvimento do projeto os resultados serão encaminhados para publicação em artigos científicos para revistas indexadas nacionais e internacionais, além da participação em Congressos nacionais e internacionais. A formação de pessoal especializado é um retorno não imediato do projeto, que representará um grande impacto no desenvolvimento da criação comercial dessas aves no estado.

Biografia do Autor

Rachel Bittencourt Ribeiro