BALANÇO HÍDRICO DO COQUEIRO ANÃO VERDE CULTIVADO EM CAMBISSOLO NO NORTE FLUMINENSE

  • Jean Gomes de Moraes
  • Cláudio Roberto Marciano
Palavras-chave: Evapotranspiração, Fluxo de água no solo, Cocos nucifera L

Resumo

A cultura do coqueiro anão verde (Cocos nucifera L.) na região Norte Fluminense tem-se expandido devido às condições climáticas favoráveis e a proximidade dos grandes centros consumidores. A utilização da irrigação é essencial para otimizar o rendimento, mas seu manejo adequado passa pelo conhecimento da demanda hídrica da cultura. O objetivo foi verificar, em um Cambissolo da Baixada Campista, como se comportam os componentes do balanço hídrico ao longo do tempo, com foco particular na quantificação da evapotranspiração da cultura e na contribuição de cada camada do solo ao seu fluxo transpiratório. O trabalho foi realizado na Estação Experimental da PESAGRO- Rio, em Campos dos Goytacazes - RJ, onde foram selecionadas três plantas, implantadas há 15 anos, em um espaçamento de 8m x 8m. Em cada planta, foi instalada uma bateria com seis tensiômetros, nas profundidades 0,10 m, 0,30 m, 0,50 m, 0,70 m, 0,90 m e 1,10 m. As leituras foram realizadas diariamente no período da manhã, obtendo-se o gradiente de potencial total. A armazenagem de água no solo, até 1,0 m de profundidade, foi acompanhada pela coleta de amostras e obtenção da umidade gravimétrica. Durante o monitoramento, observou-se um período sem precipitação (06 a 13/03), com predomínio de fluxo ascendente de água no solo, e outro com chuvas (14 a 27/03), com fluxo descendente. Entre estes períodos é notável a diferença do consumo de água pela planta, sendo no primeiro da ordem de 1,0 mm por dia, e no segundo de 3,1 mm por dia. Também é notável a diferença na contribuição percentual das camadas mais profundas (entre 0,6-1,0 m de profundidade) para a manutenção do fluxo transpiratório, sendo de 33,6% no primeiro período e de apenas 10,3% no segundo. Em termos absolutos, a quantidade de água absorvida da camada profunda se mantém estável ao longo do tempo, enquanto a da camada superficial oscila em função do aumento ou redução da umidade do solo. A variabilidade verificada entre as plantas quanto ao consumo de água parece estar associada às diferenças no porte dos coqueiros, de modo que a obtenção de um valor relativo (mm / dia / m2 de folha) pode facilitar a interpretação de futuros resultados.

Biografia do Autor

Jean Gomes de Moraes