BIOLOGIA DE TRÊS ESPÉCIES DE Leucochrysa (Insecta, Neuroptera, Chrysopidae) ABUNDANTES NA MATA ATLÂNTICA E ÁREAS AGRÍCOLAS DA REGIÃO NORTE FLUMINENSE

  • Silvio Augusto Schuabb Albertino
  • Gilson Silva Filho
  • Gilberto Soares Albuquerque
Palavras-chave: Desenvolvimento, Leucochrysa, Sobrevivência

Resumo

Este projeto de pesquisa visa o estudo das características biológicas de três espécies de crisopídeos, insetos predadores freqüentes em fragmentos remanescentes da Mata Atlântica e regiões agrícolas. Estas espécies pertencem ao gênero Leucochrysa, o mais diverso da família Chrysopidae neste bioma, cuja sistemática, biologia e papel desempenhado no ambiente ainda são muito pouco conhecidos. Foram estudados o tempo de desenvolvimento, sobrevivência e características reprodutivas das três espécies sob condições controladas de laboratório. As criações tiveram início com adultos coletados na Reserva Biológica União (Casimiro de Abreu), no Parque Estadual do Desengano e no Colégio Agrícola Antônio Sarlo (Campos dos Goytacazes). Os ovos das espécies foram divididos em cinco tratamentos, correspondentes a quatro temperaturas constanes (18, 21, 24 e 27°C), recebendo como alimento ovos da mariposa Anagasta kuehniella. Foram obtidos os seguintes resultados: para Leucochrysa sp. 1, o tempo de desenvolvimento total (ovo-adulto) médio foi de 34,9 dias a 27ºC, 40,2 d a 24ºC, 51,2 d a 21ºC e 65,2 d a 18ºC, com sobrevivência de 60, 66,7, 42,8 e 23,8% nas temperaturas respectivas; para Leucochrysa sp. 2, o tempo de desenvolvimento total médio foi de 34 dias a 27ºC, 39,7 d a 24ºC e 55,5 d a 21ºC, com sobrevivência de 4,5, 14,3 e 40,9% nas temperaturas respectivas; para Leucochrysa digitiformis, o tempo de desenvolvimento total médio foi de 33,8 dias a 27ºC, 37,2 d a 24ºC, 49,7 d a 21ºC e 66,1 d a 18ºC, com sobrevivência de 56,7, 48,5, 24,2 e 62,8% nas temperaturas respectivas. Estes resultados permitem verificar que o tempo de desenvolvimento, muito semelhante entre as três espécies, foi inversamente relacionado com a temperatura, enquanto a sobrevivência dos estágios imaturos foi relativamente baixa em todos os tratamentos, o que sugere que o alimento usado talvez não seja adequado para essas espécies.
Publicado
13-12-2010