COMPORTAMENTO INICIAL E RESISTÊNCIA À FERRUGEM EM CAFEEIROS IMPLANTADOS NA REGIÃO NOROESTE FLUMINENSE

  • Weverton Pereira Rodrigues
  • Henrique Duarte Vieira
  • Dimmy Herllen Silveira Gomes Barbosa
Palavras-chave: Ferrugem, Incidência da doença, Café

Resumo

A Ferrugem do Cafeeiro (Hemileia vastarix Berk & Br) é economicamente a doença mais importante para a cafeicultura porque uma vez instalada em uma região, torna-se necessário que os cafezais sejam tratados sistematicamente com fungicidas. O presente trabalho tem como objetivo avaliar o comportamento inicial de 25 genótipos, bem como identificar dentre estes, os materiais genéticos resistentes à ferrugem e que apresentem características agronômicas favoráveis ao cultivo na região Noroeste Fluminense. O trabalho está sendo conduzido em área localizada em Varre Sai, sendo avaliados 25 genótipos (Catucai vermelho 785/15, Catucai amarelo 2 SL, IPR/ Iapar, Catiguá MG 02 R1, IPR 99/ Iapar, Acauã, Aroponga MG 01 , Palma II, Sabiá 398, IPR 103 Iapar, IPR 100/Iapar, H 4193-3-3-716-4-1, H 419-10-6-2-12-1, Catucai amarelo 24/137, Iapar 59, Oeiras, Catuai amarelo 144, Catucai amarelo 20/15, Catiguá MG 01, H 419-10-6-2-5- 10-1, IPR/104 Iapar, Sacramento, Bourbon amarelo IAC, Pau Brasil e H 419-10-6-2-5- 1) com espaçamento de 2,5 x 0,8m, sendo o delineamento utilizado no experimento o inteiramente casualizado com 5 parcelas constando de 8 plantas cada parcela. Foram realizadas 3 avaliações no ano de 2008 e duas no ano de 2007, utilizando paquímetro digital Starret para medição do diâmetro do caule, régua graduada para medição da altura e a contagem do número de ramos plagiotrópicos, sendo os resultados submetidos a análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. Após 5 avaliações, as cultivares Bourbon amarelo IAC, Catucai amarelo 20/15, Catucai amarelo 2 SL, Catucai amarelo 24/137 tem se destacado até o momento, apresentando maior desenvolvimento o que, possivelmente, possibilitará aos mesmos alcançar boas produções este ano. Até o momento, não é possível distinguir os melhores genótipos resistentes pois os mesmos terão a primeira colheita em 2009, o que é de suma importância para evidenciar a incidência da doença. Com isso, tornam-se necessárias avaliações posteriores do desenvolvimento vegetativo e da produtividade para continuar o processo de seleção.