EFEITO DE DIFERENTES DOSES DE ETHEPHON NO AMADURECIMENTO DE FRUTOS DE MAMOEIRO ‘GOLDEN’ COLHIDOS EM DIFERENTES ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO

  • Ana Paula de Oliveira Siqueira
  • Aroldo Gomes Filho
  • Jurandi Gonçalves de Oliveira
Palavras-chave: Ângulo de cor hue, Ethephon, Mamão

Resumo

A cultura do mamão é caracterizada pela pouca disponibilidade de frutos em ponto de colheita no período de inverno. A utilização de etileno e seus análogos pode ser benéfica na aceleração do amadurecimento de frutos fisiologicamente maduros, disponibilizandoos conforme a demanda do mercado. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes doses de ethephon no amadurecimento de mamões ‘Golden’ colhidos em diferentes estádios de desenvolvimento, estimados pelo acúmulo de calor. Os frutos utilizados foram provenientes de um pomar comercial da Empresa Caliman Agrícola S/A localizada em Linhares/ES. As colheitas foram realizadas em julho e agosto, quando os frutos acumularam 974 e 1129 graus-dias. No laboratório, os frutos foram imersos em diferentes soluções de Ethrel® (240g.L-1 de ácido 2-cloroetilfosfônico) em concentrações de 600, 800, 1000, 1200 e 1400 ppm de ethephon, por 5 minutos, e posteriormente mantidos a 25±1 °C. Como índice de amadurecimento, foi acompanhado a coloração da casca, em intervalo de dois dias, através da medição do ângulo de cor hue, utilizando um colorímetro (CR 300, Minolta). O experimento foi conduzido seguindo um DIC em esquema fatorial 2x6x5, com dez repetições. Os resultados foram submetidos à análise de variância e as interações significativas desdobradas via teste de Tukey (P<0,05). A análise de variância mostrou diferença significativa para a concentração de ethephon, o ponto de colheita e o tempo de armazenamento dos frutos. Houve diferença significativa entre as concentrações a partir do sexto dia de armazenamento. Nos frutos colhidos com 974 GDA o aumento do ângulo de cor hue foi progressivo com o aumento das concentrações das soluções. Entretanto, em frutos com 1129 GDA esta diferença não foi regular. Os resultados demonstram que a aplicação das dosagens de 1200 e 1400 ppm foram mais eficientes na indução do amadurecimento para frutos colhidos com 974 GDA, enquanto as dosagens de 600, 800 e 1000 ppm foram mais eficientes para frutos com 1129GDA. Ainda como resultados prelimimares, os mesmos precisam ser confirmados, pois houve desuniformidade na coloração entre frutos do mesmo tratamento.