ESTUDO DA ATIVIDADE IMUNOFARMACOLÓGICA DA ESPÉCIE KALANCHOE PINNATA E SEUS FLAVONÓIDES EM MACRÓFAGOS MURINOS RAW 264.7 ESTIMULADOS POR LPS

  • Maíra Barcellos Marini
  • Sônia Costa
  • Michelle Frazão Muzzitano
Palavras-chave: Flavonóides, Óxido Nítrico, Kalanchoe pinnata

Resumo

A espécie Kalanchoe pinnata (Crussulaceae) é amplamente utilizada na medicina popular para o tratamento de processos inflamatórios. Os objetivos deste trabalho são avaliar a atividade antiinflamatória do extrato aquoso das folhas de K. pinnata e dos seus flavonóides analisando a capacidade destes em inibir a produção de óxido nítrico (NO) e a toxicidez dos mesmos em macrófagos murinos RAW 264.7 estimulados por LPS. Macrófagos murinos RAW 264.7 foram ativados por LPS (1?g/ml) e incubados com o extrato aquoso de K.pinnata (90, 30, 10 e 3?g/ml) e de seus flavonóides: rutina, quercitina, quercitrina e o arabinosídeo (30,10, 3 e 1?g/ml) em placas de 96 poços. Os flavonóides foram diluídos em DMSO, por não serem solúveis em água. Devido isto, foi realizada uma curva de DMSO em todas as concentrações acima citadas (90, 30,10, 3 e 1?g/ml), para exclusão de um possível efeito citotóxico do DMSO utilizado na solubilização dos flavonóides. Todos os experimentos foram realizados em triplicata. As quantidades de NO e toxicidade foram determinadas através do método de Griess em 48h e LDH em 24h, respectivamente.Todos os flavonóides foram tóxicos na maior concentração (30?g/ml) e as quantidades de NO produzidas foram nulas devido à alta toxidez detectada enquanto nas menores concentrações não foram observadas toxicidade havendo inibição de NO. Dos flavonóides testados, a rutina foi a mais ativa na inibição da produção de NO (92,12±7,77% de inibição da produção de NO) quando comparada aos outros flavonóides na concentração de 10?g/ml, por exemplo. O extrato de K. pinnata não foi capaz de inibir a produção de NO em nenhuma das concentrações testadas. Os resultados mostram que a rutina é um potente inibidor da produção de NO e que os flavonóides da espécie K. pinnata inibiram apenas fracamente a produção do mesmo. Dessa forma, outros mecanismos de ação antiinflamatória ainda serão estudados como a inibição da produção de TNF-a e de PGE2.