ESTUDO MORFOLÒGICO E TOPOGRAFICO DO FÍGADO DE PINGUIM DE MAGALÃES (SPHENISCUS MAGELLANICU)

  • Paula Fernandes Patrício
  • Camila Anselmé Dutra
  • Ana Bárbara Freitas Rodrigues
Palavras-chave: Pinguim, Morfologia, Fígado

Resumo

O pingüim de Magalhães está amplamente distribuído ao longo da costa sul da America do Sul. A espécie habita as zonas costeiras da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas migrando por vezes até ao Brasil no Oceano Atlântico ou até ao Peru, no caso das populações do Oceano Pacífico. Este estudo objetivou estudar os aspectos morfológicos e topográficos de seis animais oriundos do litoral do Espírito Santo que vieram a óbito durante o período de reabilitação. Os animais foram doados à Seção de Anatomia Veterinária da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) pelo Instituto ORCA (Organização Consciência Ambiental Pesquisa & Conservação Marinha), onde procedeu-se a necropsia dos animais e a descrição macroscópica do fígado. Como o auxílio de um paquímetro digital foram realizadas asseguintes  mensurações: comprimento e largura dos lobos, direiro e esquerdo, no maior eixo longitudinal e transversal, respectivamente e comprimento das vesículas biliares. À inspeção constatou-se que o fígado se encontrava na cavidade celomática, onde foram evidenciados dois lobos, direito e esquerdo, e uma vesícula biliar com formato alongado. Topograficamente o fígado apresentou sintopia com o coração. A porção mais cranial do lobo direito estendia-se mais longitudinalmente em relação ao lobo esquerdo. A superfície de ambos os lobos era côncava, na sua parte cranioventral, devido ao íntimo contato com o ápice do coração. Foram obtidos os seguintes valores médios referentes ao comprimento e a largura: lobo direito (7,33cm e 5,48cm), lobo esquerdo (6,16cm e 2,84cm). A vesícula biliar apresentou um comprimento médio de 11,6cm. O aumento de interesse pelos animais selvagens tem gerado uma busca pela pesquisa, pois em muitos desses animais ainda não se conhece completamente sua biologia e principalmente as características morfológicas dos seus órgãos.