ESTUDO ULTRA-ESTRUTURAL DA INTERAÇÃO DO TRYPANOSOMA CRUZI COM O EPITÉLIO INTESTINAL DE RHODNIUS PROLIXUS

  • Noemi Monteiro de Oliveira
  • Nadir F. S. Nogueira
Palavras-chave: ultraestrutura, Trypanosoma cruzi, Rhodnius prolixus

Resumo

Introdução: A doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanossoma cruzi, geralmente transmitida pela contaminação com fezes de insetos da subfamília Triatominae que contenham formas infectantes do tripanossomatídeo. Os triatomíneos se infectam durante o repasto sanguíneo no vertebrado com formas tripomastigotas que aderem no intestino médio, replicam como epimantigostas, e migram para o reto, onde se diferenciam em tripomastigotas que são eliminadas nas fezes ou urina do inseto.Metodologia: Com a finalidade de compreender melhor o processo de interação do T. cruzi com a superfície das células epiteliais intestinais de R. prolixus, dissecamos o inseto após infecção pelo T. cruzi, e processamos seu intestino médio posterior para microscopia eletrônica de transmissão. O material foi fixado com glutaraldeído a 2,5% em tampão fosfato, lavado em tampão codilato, pósfixado em tetróxido de ósmio, desidratado em série crescente de acetona 50%, 70%, 90% e 100%, incluído em Epon. Cortes ultrafinos foram contrastados com uranila e chumbo e observados no ZEISS 900.Resultados: O intestino médio de R. prolixus é recoberto por células epiteliais colunares com microvilosidades apicais. Estas são recobertas por membranas extracelulares também conhecidas como perimicrovilares. O protozoário adere à membrana perimicrovilar preferencialmente pelo flagelo. Após experimentos in vitro, observamos que embora em algumas regiões a estrutura das microvilosidades pareça alterada, elas continuam presentes. Quanto às membranas perimicrovilares, observamos, na maioria das células que parecem colabar, formando uma espécie de “muro” sobre os microvilos. Mesmo onde encontramos o tripanossoma aderido, se apresenta como uma fina camada, mas sempre estão presentes.Conclusão: Como o parasita aparece sempre aderido às membranas extracelulares, acreditamos queestas sejam importantes para a diferenciação deste em formas infectivas e supomos que aintegridade destas membranas seja fundamental na proteção do epitélio contra a invasão do parasita.

Biografia do Autor

Noemi Monteiro de Oliveira
LBCT/UENF
Nadir F. S. Nogueira
LBCT/UENF