GEOGRAFIA E DESENVOLVIMENTO DO NORTE FLUMINENSE - RAZÕES PARA A DESIGUALDADE: DIAGNÓTICO E PROPOSTAS PARA O DESENVOLVIMENTO SÓCIO- ECONÔMICO DO NORTE FLUMINENSE

  • Adriele Oliveira Alves da Cruz
  • Ailton Mota de Carvalho
Palavras-chave: geografia, desenvolvimento, desigualdade

Resumo

A existência da desigualdade de maneira quase generalizada é evidente. No intuito de ampliar o nível de entendimento sobre o desenvolvimento econômico e social do Norte Fluminense, o presente projeto pretende estabelecer a relação entre geografia, desenvolvimento e pobreza no local. A análise dos quadros natural, político, agrário, industrial e tecnológico de forma integrada nos ajudará a identificar fatores positivos e negativos de formas a propor políticas de desenvolvimento para a região. O apoio metodológico escolhido é o da construção de uma Matriz de Planejamento a partir das informações geradas pelo diagnóstico, distribuindo os fatores exógenos nas colunas e os elementos endógenos nas linhas. A formulação das opções estratégicas deve ser realizada de forma agregada e integrada, confrontando os  ondicionantes centrais do contexto com os processos e condições endógenas da região. Dessa maneira estas opções estratégicas poderão contar com o suporte técnico que permitirá estruturar e organizar a análise do confronto da região com seu contexto, de modo a identificar os pontos centrais de intervenção de maior impacto. O Norte Fluminense foi sofrendo um esvaziamento econômico e de poder político, através de um processo histórico, que a deslocou do posto de uma das regiões mais desenvolvidas e inovadoras do Rio de Janeiro para o outro extremo da escala. Através da análise da estrutura hierárquica urbana regional, podemos observar as disparidades existentes. Optou-se por trabalhar com indicadores, de fácil compreensão e disponíveis para todos os municípios em questão. Em termos de desenvolvimento humano podemos dizer que Macaé e Campos ocupam as melhores posições com os respectivos IDH- 0, 790 e 0, 752, enquanto São Fidélis e São João da Barra apresentam os piores IDH 0, 688 e 0,706 respectivamente. Tentaremos explicar o nível de desenvolvimento relativo dos municípios da região Norte Fluminense através do estudo da história sócio econômica da região. Desse modo poderemos identificar os fatores que contribuem para configurar o quadro desigual da região, e propor políticas para superá-los.