A loucura feminina nos romances de Paulina Chiziane como estratégia de resistência

Palavras-chave: Loucura, Mulher, Resistência, Literatura, Moçambique

Resumo

O trabalho a seguir traz um breve estudo sobre como a escritora Paulina Chiziane faz da loucura uma estratégia de resistência observável em quase todas as suas personagens. Aqui a análise se dará sobre Maria das Dores, do romance “O alegre canto da perdiz” (2010), a louca do rio que ousou invadir a margem exclusiva dos homens no rio Licungo e afrontou a todos com sua nudez. Todavia, a análise se dará de forma transversal entre as personagens de outros romances de Chiziane, como Rami, de “Niketche: uma história de poligamia” (2004); Cláudia, de “O sétimo juramento” (2005) e Wusheni, de “Ventos do apocalipse” (1999). O fenômeno da loucura será refletido à luz do texto de Michel Foucault, “A história da loucura na idade clássica” (1978) e o texto “O debate Foucault e Derrida: razões ou desrazões do pensamento” (2017).

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Biografia do Autor

Erica Luciana de Souza Silva, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense, Campos dos Goytacazes/RJ
Doutora em Letras: Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2021). Professora no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense - Campos dos Goytacazes/RJ - Brasil. E-mail: ericavascoprof@gmail.com.

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Publicado
04-04-2022
Como Citar
SILVA, E. L. DE S. A loucura feminina nos romances de Paulina Chiziane como estratégia de resistência. Revista Vértices, v. 24, n. 1, p. 7-18, 4 abr. 2022.
Seção
Dossiê Temático: "Literaturas africanas de língua portuguesa"

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